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Certificações Financeiras • Guia Completo

Índices de Inflação: IPCA, IGP-M e Sua Relevância nas Certificações ANBIMA (CPA, C-Pro R e C-Pro I)

Compreendendo os Índices de Inflação: IPCA e IGP-M

A inflação é um fenômeno econômico que afeta diretamente o poder de compra da moeda e, consequentemente, o valor de investimentos e contratos. No Brasil, dois dos índices de inflação mais importantes e amplamente utilizados são o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M). Compreender as diferenças e as metodologias de cálculo desses índices é fundamental para profissionais do mercado financeiro e investidores.

IPCA: O Termômetro da Inflação no Brasil

O IPCA é o índice oficial de inflação do Brasil, calculado e divulgado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ele reflete a variação média dos preços de uma cesta de produtos e serviços consumidos por famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos, residentes em áreas urbanas. A cesta é composta por:

  • Alimentação e bebidas
  • Habitação
  • Artigos de residência
  • Vestuário
  • Transportes
  • Saúde e cuidados pessoais
  • Despesas pessoais
  • Educação

O IPCA é amplamente utilizado como referência para a meta de inflação do Banco Central, reajustes de salários, aluguéis e alguns contratos de previdência privada.

IGP-M: Um Amplo Indicador de Preços

O IGP-M, calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), é um índice de inflação mais abrangente, pois considera a variação de preços em diferentes etapas da cadeia produtiva. Ele abrange:

  • IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo): Pesquisa preços no atacado, em estágios iniciais de produção.
  • IPC (Índice de Preços ao Consumidor): Mede a variação de preços em pontos de venda ao consumidor final, similar ao IPCA, mas com metodologia própria.
  • INCC (Índice Nacional de Custo da Construção): Monitora os custos da construção civil.

Devido à sua amplitude, o IGP-M é frequentemente utilizado para o reajuste de contratos de aluguel de imóveis comerciais e residenciais, contratos de prestação de serviços e alguns títulos de renda fixa, como debêntures e fundos de investimento.

Como IPCA e IGP-M se Relacionam com as Certificações ANBIMA

As novas certificações da ANBIMA, que entram em vigor em 2026, focam em qualificar os profissionais para as demandas do mercado. A CPA (Certificação Profissional ANBIMA - Varejo/Obrigatório), C-Pro R (Certificação Profissional ANBIMA de Relacionamento - Varejo/Alta Renda), e C-Pro I (Certificação Profissional ANBIMA de Investimento - Especialista em Investimentos), que substituem as antigas CPA-10, CPA-20 e CEA, respectivamente, exigem que os candidatos tenham um sólido conhecimento sobre os indicadores econômicos que impactam os investimentos e o mercado financeiro.

Profissionais que buscam essas certificações precisam entender como esses índices afetam:

  • Renda Fixa: A rentabilidade de títulos pós-fixados (atrelados à inflação, como Tesouro IPCA+) e o custo de oportunidade de outros ativos.
  • Renda Variável: O impacto da inflação nos lucros das empresas e na atratividade de ações como hedge.
  • Produtos de Investimento: A precificação de fundos de investimento, fundos imobiliários e outros instrumentos.
  • Contratos: O reajuste de aluguéis, serviços e outros acordos comerciais.

A compreensão de IPCA e IGP-M é, portanto, um pilar para a atuação nas áreas de varejo, relacionamento com o cliente e especialização em investimentos, conforme exigido pelas novas trilhas de certificação da ANBIMA.

Dica de Prova

Na prova, questões sobre IPCA e IGP-M geralmente focam em qual índice é mais adequado para diferentes tipos de contratos e aplicações financeiras, e suas metodologias de cálculo. Preste atenção às diferenças e aos prazos de divulgação.

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